Carta aberta a quem tem toldo na Ajuda
A costura de um toldo
pede mão, não cola
Antes de encomendar uma lona nova, vale a pena saber que grande parte das avarias de um toldo de pátio ou de montra vive na linha e não no tecido, e que a linha se volta a dar.
Exmo. Senhor, Exma. Senhora,
Escrevo-lhe porque passo quase todas as semanas pela Rua dos Quartéis e reparo que muitos toldos de pátio e de montra continuam a servir muito bem, com a lona ainda sã e a estrutura direita, falhando apenas na costura que o sol e o vento foram abrindo ao longo das estações.
Quando essa costura cede, a tentação imediata é substituir a lona inteira, embora o trabalho que realmente falta seja apenas de agulha, a saber: reparação de costura em bainha de toldo até três metros, recosedura completa de lona de pérgola com linha de poliéster, aplicação de reforços cosidos em volta dos ilhoses onde toda a tensão se concentra e remate de rasgão em tela acrílica com banda sobreposta.
O ateliê é móvel, o que significa que a máquina, a linha e o cavalete chegam ao seu pátio ou à porta da sua loja de rés-do-chão, e que a peça é cosida no próprio local, sem desmontagens demoradas e sem semanas de espera com a esplanada ou a montra desprotegidas do sol da tarde.
Se preferir que eu veja a peça antes de se falar de valores, deixe-me apenas o nome, o telefone e duas linhas sobre aquilo que está a acontecer ao tecido, que eu respondo com um orçamento em euros depois de medir a costura e de perceber com que tensão a lona está a trabalhar.
Com estima,
Hélder